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terça-feira, 21 de junho de 2011

Entrevista com Kaneda, vocalista da banda Asfixia Social!

Se tem uma coisa que me deixa muito puto é a falta de criatividade que rola na música.
E tem coisa ainda pior... bandas que vão se copiando... vem uma banda, ae vem a cópia, a cópia da cópia e por aí vai!
Por esses e outros motivos não existe nada mais prazeroso que escutar uma banda nova, de idéias novas e muito criativa... esse é o caso do ASFIXIA SOCIAL.
Confira a entrevista que fiz com o vocalista da banda, Kaneda.
Humildade total! 
P.S. Todas as fotos da banda são minhas, então não repare pois não sou fotografo!




Contos- Eae Kaneda, valeu pela entrevista.

Kaneda- Salve Doug, tamo junto irmão. Obrigado pelo convite e pelas fotos do Punk na Páskoa!



Contos- Conte um pouco como surgiu a banda, a trajetória da banda do início até hoje e fale também sobre a formação atual.
           
Kaneda- Cara, o Asfixia Social surgiu como uma necessidade, uma forma de centrar e expressar as energias, a angústia e a indignação de uma molecada que cresceu se divertindo em brincadeiras de rua, típicas de qualquer periferia ou bairro humilde de uma grande cidade no Brasil.
Eu vinha de uma frustração bem comum de moleque que vive pra jogar bola. Já o Arcenio (baixo/voz) – que era goleiro – aparentemente não se importava tanto, mas eu cresci com esse sonho, passei pelas bases de times do Brasil, cheguei até a ir pra Europa e África, mas com as dificuldades, presenciei o lado político e sujo do futebol. Isso foi o estopim para que eu voltasse pro Brasil e continuasse a escrever à sério sobre aquelas questões que me incomodavam desde pivete, quando via a injustiça até mesmo dentro de campo, onde teoricamente eram apenas onze contra onze.
Em outubro de 2007, tentei formar a banda com o Rafael “Fanfarrão”, amigo de infância meu que não tinha tempo pra nada, além de trampar. Nessa época conheci pela internet o Rômulo – guitarrista da 1ª formação – que era amigo do Yuri – baterista da 1ª formação – e que haviam acabado de conhecer o Arcenio – isso, o baixista – por indicação de outro amigo, o Davi “Kavera” (que ainda não tinha função na banda).
Os caras eram todos ali do Belenzinho, já tocavam há um tempo, e eu já tinha umas dezenas de letras e um trompete, apesar de nunca ter tocado. Nos conhecemos, tocamos um dia e deu certo, e então passamos a ensaiar todo dia na casa do Yuri, e já em novembro o Asfixia Social começou a fazer shows por onde abriam espaço com a seguinte formação: eu/voz e trompete, Arcenio/baixo, Rômulo/guitarra e Yuri/bateria.
Em fevereiro de 2008 lançamos a demo da música “A guerra tá na tua porta, não só em Bagdá!” – que acabou dando nome ao nosso primeiro álbum – e em abril, ou seja, 6 meses depois, já estávamos em um “home studio” da minha vila, em São Bernardo do Campo, gravando as 13 faixas que entraram naquele CD.
No meio disso tudo, a gente também tava fazendo o corre de grana pra poder pagar o cara do estúdio, e como ninguém tinha nada, uma amiga da mãe do Yuri indicou o Programa de Valorização a Iniciativas Culturais (VAI), da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Enviamos um projeto no último dia de inscrições.
No fim das contas, o Yuri quis sair da banda, e o projeto não havia sido aprovado. A gente foi pra casa meio desnorteado mas, pra nossa surpresa, um outro projeto foi desclassificado do VAI, e por falta de opções na região do Belém, chamaram a gente da lista de espera. Então, continuamos as gravações do “A Guerra tá na tua porta, não só em Bagdá!” e “caçamos” o “Pato” (batera do Asfixia) na internet, pra substituir o Yuri.
Nessa época, eu toquei trompete numa outra banda, que não durou mais que o primeiro show, quando eu e o percussionista “Tato” decidimos sair do grupo. Foi quando ele colou num ensaio do Asfixia Social e passamos a ser 5 integrantes: eu/voz e trompete, Arcenio/baixo, Rômulo/guitarra, Pato/bateria e Tato/percussão. Fizemos bons shows e lançamos o CD com essa que foi a segunda formação da banda. Foi muito louco porque o Pato tinha uns 15 anos, e o Tato uns 40, mas todo mundo 100% engajado no projeto.
No início de 2009 o Rômulo saiu da banda e deu lugar ao Rafael, que já não estava trampando tanto quanto antes, comparecia a todos os shows da banda, e assumiu a guitarra/voz. Foi nessa época que o Asfixia Social deu continuidade ao projeto do VAI e fez a “Turnê Asfixia Social 2009” pelas ruas da cidade, em pistas de skate e praças, tudo no esquema Do It Yourself, ao lado de grupos como Organização Jihad Racional, Agrotóxico, Invasores de Cérebros, Lobotomia, Lei di Dai e outros, já com a terceira formação: eu/voz e trompete, Arcenio/baixo, Rafael/guitarra, Pato/bateria e Tato/percussão. Foi essa mesma formação que correu atrás de organizar os mais de 10 shows, carregar caminhão, montar palco, som, iluminação, colar cartaz e “lambe-lambe” na cidade toda, etc e tal.
Neste mesmo ano a banda ganhou uma certa visibilidade, fomos para a segunda prensagem (2.000) do álbum “A Guerra tá na tua porta, não só em Bagdá!”, e dividimos o palco com BNegão & Os Seletores de Frequência e Z’África Brasil, num show animal chamado “Caçadores de Racistas”, unindo no palco o Asfixia Social e a Organização Jihad Racional.
Logo no começo de 2010, com a saída do Tato da percussão, o Kavera assumiu a “função” de percussionista, que agora existia. Aí, já sem apoio do VAI ou algo assim, passamos a compor o “Da Rua pra Rua” sem aquela pressão dos prazos corridos que tínhamos antes. Nessa mesma época, já com o Asfixia envolvido no projeto do Núcleo de HipHop Zumbi, Malcom-X, Luther King e Mandela (Zumaluma) ao lado do meu parceiro Vulto (ou Kaab, do Jihad Racional), assumi a vice-presidência da Zumaluma.
Foi um ano de extrema importância pra banda, em que conseguimos expressar musicalmente, no “Da Rua pra Rua”, tudo aquilo que o “A Guerra tá na tua porta, não só em Bagdá!” prescrevia. Ao mesmo tempo, trouxemos uma identidade forte que envolveu tanto o público rap quando o punk, que musicalmente é muito conservador. Isso se confirmou nos festivais de rap e hiphop pelos quais passamos, bem como no Punk na Páskoa de 2010 e 2011.
Ainda, é importante dizer que, além dos palcos, consolidamos a prática dos projetos do Asfixia junto ao Jihad com a Zumaluma, que hoje tem mais de 12 anos de história e grande importância não só pra comunidade do Embu das Artes, mas pra toda cena de resistência cultural e contestação. Entramos em estúdio com o apoio do Marcos (guitarrista do Agrotóxico/Olho Seco) e do Marcelo Sampaio (produtor do Moleque de Rua) em janeiro de 2011 pra gravar o “Da Rua pra Rua”, que será lançado pela RedStar Recordings (selo do Jeferson/Agrotóxico e Flicts) em julho de 2011. O álbum também estará com as músicas “Consumismo Cerebral” e “A Banca” no DVD do Punk na Páskoa 2011, que contou com a participação especial da trombonista Binx!
É um álbum mais que especial pra gente, que reflete toda a história da banda! Esperamos que agrege muita gente nessa nossa luta por uma identidade verdadeira da cultura de rua, que represente as quebradas e a periferia no seu sentido amplo e real.



Contos- Quais as principais influências da banda?

Kaneda- O refrão da “Da Rua pra Rua” diz: “o som é da rua, sem fronteira demarcada. Protesto consciente construindo a Intifada!”. Na real, as influências da banda são uma mistura de estilos, como rap, hardcore, ska, punk, metal e ragga, do Brasil e da gringa, que têm em comum temas que remetem ao ativismo do nosso povo na sociedade, sua luta pelo poder pleno contra governos opressores, pela liberdade e vida.

Contos- Fora o Asfixia Social, alguém na banda tem algum outro projeto ou banda?

Kaneda- O Kavera é percussionista de uma banda marcial ligada à cultura escocesa, chamada Brasil-Caledônia Pipe Band e vocalista do UltraViolência (metal). O Pato é professor de bateria em algumas escolas em São Paulo, assim como o Arcenio, vira e mexe toca em outros projetos e bares.




Contos- Fale um pouco sobre o projeto Zumaluma. Aproveite para comentar sobre o festival que vai rolar em julho, Resista Para Existir.

Kaneda- O Núcleo de HipHop Zumbi, Malcom-X, Luther King e Mandela (Zumaluma) foi fundado em 1998, na Favela do Inferninho, e é referência da cultura de rua para centenas de crianças e adolescentes da região do Embu das Artes. Lá, organizamos festivais, eventos de reggae, punkhc, hiphop, samba, e outras manifestações da cultura periférica, além de mais de uma dezena de cursos voltados à formação educacional e sócio-cultural da comunidade, gratuitamente.
O projeto gira em torno do mesmo ideal da banda, que é fortalecer e construir uma identidade cultural que aproxime o jovem e a comunidade de um estilo de vida próprio, a nossa própria cultura, linguagem, expressão e comprometimento com a verdade.
A Zumaluma é hoje a casa da banda e do Jihad Racional, e o Festival Resista Para Existir vai rolar no dia 23 de julho, reunindo bandas de peso e de importância para a cena hardcore punk, além de vários amigos. Durante o ano, são vários eventos, e em agosto rola o “Agosto Negro: HipHop Resistência é Existência”, por exemplo, que é a versão hiphop do festival. O intuito disto tudo é convergir todas as manifestações de resistência cultural, de diversos estilos, em um projeto social na prática, que é a Zumaluma.
A molecada precisa crescer com uma referência de postura na sociedade, para não se curvar às tendências e valores que a gente vê por aí, cada vez mais deturpados, e se envolver com o desenvolvimento de sua própria quebrada. Quem quiser chegar, fica ligado no www.zumaluma.org.




Contos- Asfixia é uma banda relativamente nova, quais as dificuldades em ser uma banda underground?

Kaneda- Na real, os obstáculos pra quem começa no underground geralmente são aqueles que praticamente não existem pra quem tem grana no bolso, pessoas que, em sua maioria, não se envolvem com esse tipo de som. É uma questão social do nosso país mesmo, e se você colocar no papel ensaio, bom instrumento, produção e gravação, acaba saindo bem caro pra rapaziada mais humilde que tá começando. Ainda, ter todos esses elementos ao mesmo tempo é tão raro quanto um eclipse, e por isso muita banda caminha em marcha lenta, ou não vai pra frente, fora que shows só começam a dar um pouquinho de retorno depois de um tempo.
No Asfixia Social ou na Zumaluma, particularmente, a gente sempre fez um corre monstro pra poder viabilizar as coisas, e até hoje é assim: passamos perreio, sacrificamos aqui pra salvar ali, e tentamos usar as poucas ferramentas que temos à disposição pra multiplicar. É preciso ser inteligente, verdadeiro com as paradas, saber onde tá pisando, ter persistência e meter a cara!




Contos- O som de vocês é muito bem feito e muito bem trabalhado com direito aos metais e tudo, você acha que tem espaço no mainstream para a banda apesar das letras de forte apelo social? Ou não existe mais lugar na mídia para bandas inovadoras e criativas?

Kaneda- Cara, acho que o som da banda reflete aquilo que a gente vive 100%. Tanto o som e as letras quanto a atitude da gente no dia-a-dia. Buscamos sempre o nosso melhor para chegar às pessoas com uma mensagem que possa fortalecer sua vontade de lutar e vencer sua correria diária. É assim conosco também, em Diadema, São Bernardo, Cangaíba, no Belenzinho, no Livieiro, no Embu das Artes ou em qualquer lugar.
Existe espaço na mídia sim, apesar de não ser uma prioridade pra banda e de sabermos que nosso comprometimento é com a verdade, e não com as tendências que os caras criam/seguem. Um veículo de comunicação, um apoio cultural ou um edital são ferramentas que podem ser utilizadas com inteligência. É burrice ficar nesse lance de gueto. O Asfixia Social vai chegar onde puder chegar, sem desvirtuar seu real propósito como representante da cultura de rua, da resistência estampada no nosso estilo de vida, periferia e na verdadeira história do nosso povo.




Contos- Pelo que pude perceber vocês são uma banda com letras bem politizadas. Como você vê a situação política no Brasil?

Kaneda- A política é reflexo do nosso povo, que vota Maluf porque quer ser Maluf, se inspira nele pra fazer merda no dia-a-dia. Além disso, somos outros milhões de ignorantes, tipo Tiririca, que ri da própria desgraça, que rouba pouquinho e acha que não pega nada, que se esconde atrás da mentira e se acovarda.
É preciso que as pessoas de bem ocupem os espaços na sociedade e que não deixem que aparelhos públicos se tornem aparelhos de tal partido ou patota política. Devemos tomar a frente da construção do conhecimento na nossa quebrada, porque ninguém sabe melhor da realidade do que nós que vivemos a realidade.
Muita gente tem preguiça de começar a fazer isso, mas quando começa, não pára, porque vê que é isso que dá sentido à vida. Vê que o fim do mundo só existirá pros que acreditaram no fim do mundo.




Contos- Vocês já dividiram palco com várias bandas fodonas, qual o show mais animal que vocês já fizeram?

Kaneda- Acho que o show mais visceral foi quando fizemos o lançamento da turnê Asfixia Social 2009, no CCPC da Consolação. Outros shows que marcaram foram o “Caçadores de Racistas” (2009), com o Jihad Racional e o Z’África Brasil, e este último, do Punk na Páskoa 2011, em que a galera não sabia como reagir. Foi foda!




Contos- Quais os planos da banda para o segundo semestre de 2011?

Kaneda- Em julho lançamos o “Da Rua pra Rua”. Até o fim do ano, saem uns 3 clipes da banda. Serão poucos os shows, e algumas surpresas virão...




Contos- Pra quem quiser conhecer mais sobre a banda, ouvir os sons e entrar em contato, como faz?

Kaneda- O site oficial da banda é www.asfixiasocial.com.br, que contém nossa história até o começo de 2010. O novo site tá pra entrar no ar, no mesmo endereço, com o lançamento do nosso novo álbum “Da Rua pra Rua”, em julho, pela www.RedStar77.com!
O e-mail da banda é asfixiasocial@asfixiasocial.com.br. O contato da produtora dos nossos shows é www.glockcultural.com.br. O site da Zumaluma é www.zumaluma.org.




Contos- Kaneda, valeu mesmo meu brother e pode mandar seu recado ae cara!

Kaneda- Firmão meu mano, nós é que agradecemos pela oportunidade. Agradeço, desde já, a todos que terão a paciência de ler até o final e a todos que tão pra somar com a gente nessa caminhada. Nos vemos nos shows e na Zumaluma, firmeza total! Paz.

quinta-feira, 31 de março de 2011

(hed)P.E- Church Of Realities (1995)


EP de estréia dessa maravilhosa banda que mescla hip hop e punk rock!


Formação nessa época!
M.C.U.D. — Vocal
Mawk — Baixo
Wesstyle — Guitarra
Chizad — Guitarra, vocal
B.C. — Bateria, percussão
DJ Product ©1969 — DJ
The Finger — Teclados




1-"Inro" 4:06
2-"1st Song" 2:16
3-"Hangman"  4:44
4-"Darky" 5:11
5-"I.F.O." 18:06
6-"Ground" 2:09
7-"Spam" 4:25
8-"Hill" 4:04

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Beastie Boys- Aglio e Olio (1999) [Japan Bonus Tracks]


Esse EP marcou a volta as origens dos Garotos Bestiais do Brooklyn.
Eles chegaram a gravar um HC aqui e um outro ali, mas esse EP foi o primeiro desde 1982 total hardcore.
Esse EP já é foda, essa edição japonesa ainda melhor porque tem bonus tracks!

01. Brand New
02. Deal with It
03. Believe Me
04. Nervous Assistant
05. Square Wave in Unison
06. You Catch a Bad One
07. I Can't Think Straight
08. I Want Some
09. Soba Violence

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

(hed) p.e. - (hed) p.e (1997)


Vamos lá... começar por partes!
1-(Hed) p.e. é uma banda gringa formada em Huntington Beach, Califórnia em 1994. 
2-Eles se auto-denominam uma banda de G-PUNK (inspirado no G-FUNK), o som dos caras é uma mistura de punk rock/ hardcre/ hip-hop/reggae/new metal/rap core.
3-Lançaram 3 albúns pelo selo Jive Records e depois migraram para a gravadora Suburban Noize Records em 2006, cujo os patrões são os caras do Kottonmouth Kings (gravadora que por sinal só lança coisas boas).
4-HED é uma termo que significa uma forma de pensamento superior. P.E. é a abreviação para planetary evolution (evolução plantária). 
5- As influências são as mais diversas: Bob Marley, Bestie Boys, Suicidal Tendencies, Slayer, Minor Threath e etc.
6- O vocalista da banda Jared Gomes é filho de brasileiros e viveu durante sua infância e estudou na cidade de Porto Alegre, ele arranha um português e tal, não estranhe ver influências brasileiras no som, inclusive no albúm mais recente da banda "Truth Rising" de 2010 (que futuramente postarei aqui) tem uma canção em português.
7-Baixe que vale a pena!









1. P.O.S
2. Ground
3. Serpent Boy
4. Firsty
5. Tired of Sleep
6. Darky
7. Schpamb
8. Ken 2012
9. Circus
10. 33
11. Hill
12. IFO
13. Bitches
 
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Run-d.m.c- King of Rock


Agora que você já sabe bastante sobre os caras, baixe e conheça o som q é perfeito!
Esse é pro Bruninho!


01-run_d.m.c.-rock_the_house
02-run_d.m.c.-king_of_rock
03-run_d.m.c.-you_talk_too_much
04-run_d.m.c.-jam-master_jammin
05-run_d.m.c.-root_rap_reggae
06-run_d.m.c.-can_you_rock_it_like_this
07-run_d.m.c.-youre_blind
08-run_d.m.c.-its_not_funny
09-run_d.m.c.-daryll_and_joe_(krush-groove_3)


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Run-d.m.c



Run-D.M.C. (ou Run DMC), foi uma banda de hip hop fundada por Jason "Jam-Master Jay" Mizell, Joseph "DJ Run" Simmons e Darryl "D.M.C." McDaniels. O grupo teve um enorme impacto no desenvolvimento do hip hop nos anos 80 e é considerado a ponte entre a velha escola representada por Grandmaster Flash e outros e a era moderna do hip-hop. Foram indicados para uma possível inclusão no Rock and Roll Hall of Fame em 2009.

O Início

Os três membros do run-D.M.C. cresceram na vizinhança de Hollis no bairro do Queens em Nova Iorque, EUA. Após completar o colégio em 1982, Simmons e McDaniels recrutaram Mizell para manusear os toca-discos. Um ano mais tarde, eles lançaram seu primeiro single "Sucker MC's", que foi bem recebido, atingindo número 15 na parada de R&B. Foi seguido por outros singles: "Jam Master Jay" e "Hard Times" do seu intitulado álbum de estréia Run-D.M.C..

Final dos anos 80

O grupo atingiu sucesso comercial em 1986 com o álbum Raising Hell. Conseguiram quatro faixas que atingiram o top five da Billboard Hot 100, incluindo a cover para "Walk This Way" com Aerosmith. A música e o vídeo, que foi massivamente tocado na MTV, são creditados tanto como o ressurgimento da carreira do Aerosmith's como levar o rap ao grande público.
O álbum de 1988 Tougher Than Leather emprestou seu nome do filme da banda daquele mesmo ano, que foi dirigido por Rick Rubin e que contava com participações especiais de Beastie Boys e Slick Rick. Os executivos da Profile Records ficaram impressionados com o excessivo número de aparições do logo da Def Jam Recordings durante o vídeo, que foi causado pelo envolvimento de Russell Simmons com o projeto (Russel, irmão de Run, era dono da gravadora).
Ainda em 1988 a música ""Christmas In Hollis" (presente na compilação Christmas Rap da Profile Records) foi usada no filme Duro de Matar na cena em que John McClane, interpretado por Bruce Willis chega ao Nakatomi Plaza.
O grupo lançou Back from Hell em 1990. O álbum foi um fracasso comercial. Teve dois singles: a canção anti-droga "Pause" e "The Ave".

Anos 90

O grupo conseguiu novamente reconhecimento em 1993 com Down with the King que atingiu o Top 10 da Billboard. Pete Rock e CL Smooth contribuiram com versos no primeiro single, "Down With The King". O segundo single, "Ooh, Watch'cha Gonna Do?", falhou em contraste com seu predecessor. Outros convidados do álbum foram Mad Lion, Q-Tip e Tom Morello.
Em 1998, Jason Nevins remixou "It's Like That" e "It's Tricky". O remix de "It's Like That" atingiu o número 1 no Reino Unido, Alemanha e muitos outros países europeus.
Em 1999 o Run-D.M.C. gravou a canção tema para o World Wrestling Entertainment: "The Kings".

2000 - Presente

Em 2004 Run-DMC foram condecorados pela VH1 durante sua premiação anual.
DMC apareceu recentemente no jogo de video game Guitar Hero: Aerosmith fazendo raps nas canções "Walk This Way" e "King of Rock".
Em 2007 a esposa de Jam Master Jay, Terry Corely Mizell, DMC e Run lançaram o J.A.M. Awards em memória de Jay.

Aposentadoria

Após o membro do grupo Jam-Master Jay ter sido morto em 30 de Outubro de 2002, Run-D.M.C. anunciaram sua aposentadoria.[5] Run se juntou a Kid Rock na "Rock N Roll Revival Tour" de 2008 cantando "It's Like That", "It's Tricky", "You Be Illin'", "Run's House", "Here We Go", "King Of Rock" e "Walk This Way" com Kid Rock. Run também pode ser viso na série da MTV/ BET: Run's House. McDaniels contribui com a série televisa I Love The... da VH1.

Os primeiros

Run-D.M.C. foi o primeiro grupo de rap a atingir alguns "números um" em sua carreira:
Primeiro grupo de rap a colocar um álbum no número 1 da parada
Primeiro grupo de rap a colocar um álbum no Top 10 da parada Pop
Primeiro grupo de rap a receber a certificação RIAA: ouro, platina e multi-platina
Primeiro grupo de rap a aparecer na capa da revista Rolling Stone
Primeiro grupo de rap a receber uma nomeação no Grammy Award
Primeiro grupo de rap a ter seu vídeo transmitido na MTV
Primeiro grupo de rap a assinar com uma marca de produtos esportivos: (Adidas)

Run-D.M.C. também foi o único grupo de rap a se apresentar no Live Aid em 1985.

*fonte: wikipédia