quinta-feira, 21 de julho de 2011

ENTREVISTA COM A BANDA DU' CASCO

O que dizer da Banda Du'Casco?
Primeiramente que o som é foda... os caras estão ha 10 anos na estrada... tocam um reggae roots muito bem feito com letras muito bem escritas e um instrumental impecável.
Confira abaixo a entrevista que tive a honra de fazer com essa banda que mudou minha vida. Troquei uma ideia com o Digão e o Bibiu, teclado e percussão respectivamente.






Douglas- Fala rapaziada, primeiramente muito obrigado pela entrevista!


Banda Du’Casco- Valew mister, noixxx. Obrigado pela oportunidade.


Douglas- Nos conte um pouco sobre o ínico da banda.

Banda Du’Casco- Bem... a banda começou da reunião de amigos que curtiam tocar violão a beira mar, compondo sons e bebendo vinho a beira da fogueira.


Douglas- E quando a banda deixou de tocar só para amigos e começou a tocar para um público?

Banda Du’Casco-  Logo surgiu um convite pra fazer a inauguraçao de um barzinho, o Tubarão, na praia do forte aqui na Praia Grande. Daí pra frente as coisas aconteceram rápido! O bar começou a lotar e a banda evoluir.


Douglas- E os pocket shows no quiosque do boqueirão usando os intrumentos da banda Dr. Smith?

Banda Du’Casco- Rssss. Foi tudo meio que ao mesmo tempo...  no verão de 2001... agora você me pegou, mas sim..  é verdade a primeira apresentação foi no quiosque 32 (no boqueirão... Praia Grande), uma canja com o Dr. Smith (banda que tocava covers de músicas pop), verdade... rsssss


Douglas- É eu estava lá...

Banda Du’Casco- Você tava lá sim!!! Foi quando o vocal do Dr. Smith batizou a banda!  A banda de 3 do casco.


Douglas- Sem batera né?

Banda Du’Casco- Isso... na primeira apresentação o gordo (Diego, batera da banda e irmão do Digão)  não foi mesmo! Rsss


Douglas- Alias... vale lembrar que no começo da banda, antes do Diego ser integrante da banda, vocês colocavam o muleque pra tocar bateria no quintal para que vocês pudessem ensaiar sem bateria no quarto, até que alguém teve a brilhante idéia de agregar o menino a banda. Mudando de assunto, vocês lançaram um álbum por um selo independente que teve uma ótima repercussão, quais os frutos que a banda colheu graças a esse álbum? A banda está sem selo atualmente?

Banda Du’Casco- Lançamos o “Nova Nau” pela K-Roots Records.  Pra nós foi muito importante, várias músicas estouraram e passamos a encarar palcos e públicos grandes. Chegamos a tocar muitas veses para 6 mil, 8 mil e até 15 mil pessoas.  As músicas sairam em coletâneas em CD no DVD (circuito reggae), isso levou nosso som para todo o pais, atraiu milhares de fãs e nos deu expêriencia de estrada, Mas saimos do selo e resolvemos lançar um outro álbum independe, o “Basta Semear”, que na verdade não teve a exposiçao merecida!


Douglas- Basta Semear é realmente um ótimo álbum, ele é um pouco diferente do anterior né? Algumas coisas mais eletrônicas, falem um pouco sobre esse álbum.

Banda Du’Casco- Mais maduro e mais seguro também.  Tivemos problemas com a gravação do “Nova Nau” e ficamos insatisfeitos com o resultado, dai resolvemos correr atrás, aprender o babado e passamos a fazer nós mesmos, em casa... E os resultados nos encorajaram a tentar o “Basta Semear”!  Na gravação do “Nova Nau”  escolhemos um estudio ruim, não tinhamos a experiencia necessaria e foi tudo meio difícil... Além de tudo perdemos tudo na fase final, na gravação das vozes, isso pesou no clima e no desempenho  quando regravamos.


Douglas- Quais as influências da banda? Fora o reggae roots, o que mais vocês ouvem?

Banda Du'Casco- Rssss. Essa é dificil. Eu, Digao, ouço mesmo praticamente de tudo o q aparece.. rs cê tah ligado, mas isso é geral. Agente troca muita informação sobre música e sempre tem alguém trazendo algo novo. Agora na era do youtube então...  As veses os caras passam o tempo do ensaio trocando links... rs


Douglas- O que só enriquece mais o o som da banda não?

Banda Du’Casco- Sim, sem a menor dúvida,  isso aparece em tudo o que fazemos, desde sempre acho que diferencia bastante agente.


Douglas- Teve uma época aqui no Brasil que o reggae estava em alta, haviam várias bandas de reggar na mídia fazendo muito sucesso, hoje em dia a parada está bem mais underground. Está mais dificil tocar reggae hoje do que a 10 anos atrás quando a banda começou?

Banda Du’Casco- Na verdade sempre foi... sempre vai ser... apesar de ser o inicio de várias bandas gigantes do pop brasileiro (o rappa, skunk... o cidade negra que até hoje faz reggae)
teve um periodo que foi forte, sobretudo em São Paulo. Mas foi um boom, isso fortaleceu o estilo e fez surgir muitas... mas muitas bandas mesmo.

Douglas- E vocês chegaram pegar carona nessa onda?

Banda Du’Casco- Sim sim... a cena do circuito(reggae)... e até hoje rola, só que hoje saiu de moda, só ficou mesmo quem curte. Tem vários programas... acabou acordando um movimento na verdade.


Douglas- Agora vou fazer uma pergunta dificil!
Quantos membros a banda du'casco já teve até hoje?
Há!


Banda Du’Casco- Rsss.Pow man... vou contar... que se apresentaram é difícil dizer... testamos varias pessoas em varias vagas.


Douglas- Cara cheguei a ver show da banda com quase 15 nego no palco...

Banda Du’Casco- A primeira formação era o Luiz, o Danilo e o Fabiano, isso no primeiro show. Nos shows do Tubarão varias pessoas se apresentaram, mas firmou como o Luiz (vocalista), o Fabiano (guitarra), o Bruno (baixo), o Diego (bateria) e o Bibiu (percussão), eu (Digão) era o roadie... rs


Douglas- E depois?

Banda Du’Casco- Depois, nos tempos de Karruna (bar que ficava na Vila Caiçara.. Praia Grande) foi quando começou a profissionalizar. O Neto fez algumas apresentações como guitarrista, mas firmou o Michael como guitarrista e eu no teclado, a banda passou alguns anos assim, com 7 integrantes. O bruno saiu em 2007 e o Rood assumiu o baixo e a banda parou de se apresentar em 2008, logo depois que o Luis (ex-vocalista) saiu da banda, aí o Fabiano assumiu os vocais mas logo paramos. Em 2009 começamos a ensaiar e em janeiro de 2010 voltamos, sem o Michael e o Luiz, mas com o Bruno de volta no baixo,  ainda em 2010 o Rafael entrou nos teclados e fechou... Hoje somos 6. Fabiano, Digão, Rafael , Bruno, Bibiu e Diego.


Douglas- Qual a relação da banda com o skate? Seria possível em um futuro não tão distante a banda du' casco fazer um som sobre skate?

Banda Du’Casco- Então, todo mundo brinca mas ninguém anda da banda anda pra valer, muitos já andaram... outro dia estávamos fazendo um vídeo de “surf seco” (conhecido também com surf na lona) e tal... rs. Não sei se falaremos do skate propriamente, mas Du’casco é da rua e fala sobre a rua, nossos temas e as mensagens estão diretamente ligadas ao universo do skate.


Douglas- Com certeza...

Banda Du’Casco- Assim como o surf, o grafite e toda a cultura alternativa/underground,
não vemos muitas separações.


Douglas- Que bom... significa que quando eu montar minha próxima banda significa que vocês vão chamar agente pra tocar né?
Banda Du’Casco- rsrsrsrs... estamos ai! Só se tiver metais (brincadeira). Na primeira oportunidade você sabe q sim man!


Douglas- Alias faço questão de mencionar nessa entrevista que se não fosse a banda du'casco eu talvez nunca tivesse tocado em banda alguma... foi graças aquelas rodas de violão na fogueira que comecei a compor e foi vendo os primeiros shows da banda du' casco no quiosque 32, no tubarão e no Karruna que me inspirei a montar a minha primeira banda, então deixo aqui o meu muito obrigado!

Banda Du’Casco- olha só.. rs obrigado man! Na verdade eu nunca tinha ligado as coisas, é uma honra!!! Você é um cara de talento!


Douglas- Quais os planos para o segundo semestre? Músicas novas? Próximos shows...

Banda Du’Casco- Álbum novo muito em breve, 10 ou 11 músicas!


Douglas- Álbum de inéditas?
Banda Du’Casco- 100%, e Ilusões (nova música) está aí, já é uma amostra!


Douglas- Algum show marcado?

Banda Du’Casco- Sim sim... acabamos de voltar de um fim de semana muito bom na prainha branca no guaruja e quinta vamos fazer um projeto novo aqui na praia grande,  aqui na Vila Caiçara, mas estamos fechando  mais datas para os próximos fins de semana.


Douglas- Atualmente quem são os responsáveis pelas composições da banda?

Banda Du’Casco- Um pouco de todos viu, mas principalmente o bibiu e o fabiano.


Douglas- Bom rapaziada, é isso ae... agradeço de coração por me concederem essa maravilhosa entrevista. Desejo a vocês muita sorte e continuem fazendo esse excelente trampo, nos vemos pelas ruas e pelos shows. O espaço é seu para mandarem o recado de vocês, fiquem a vontade!

Banda Du’Casco- Aí sabe Douglas... muito bom fazer parte do seu projeto e ter feito parte da sua história man, isso é a melhor recompensa de quem faz qualquer tipo de arte, pode ter certeza. Parabéns aí pelo blog, siga sempre trabalhando pela sua verdade que você está no caminho! E confira galera o som da Banda Du’Casco, procurem “ducasco ilusões” no you tube e assistam ao vídeo, absolvam a mensagem!  Está na hora do mundo acordar! Grande abraço man!
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PARA CONHECER MAIS SOBRE A BANDA:



MSN E E-MAIL- ducasco@hotmail.com










terça-feira, 21 de junho de 2011

Entrevista com Kaneda, vocalista da banda Asfixia Social!

Se tem uma coisa que me deixa muito puto é a falta de criatividade que rola na música.
E tem coisa ainda pior... bandas que vão se copiando... vem uma banda, ae vem a cópia, a cópia da cópia e por aí vai!
Por esses e outros motivos não existe nada mais prazeroso que escutar uma banda nova, de idéias novas e muito criativa... esse é o caso do ASFIXIA SOCIAL.
Confira a entrevista que fiz com o vocalista da banda, Kaneda.
Humildade total! 
P.S. Todas as fotos da banda são minhas, então não repare pois não sou fotografo!




Contos- Eae Kaneda, valeu pela entrevista.

Kaneda- Salve Doug, tamo junto irmão. Obrigado pelo convite e pelas fotos do Punk na Páskoa!



Contos- Conte um pouco como surgiu a banda, a trajetória da banda do início até hoje e fale também sobre a formação atual.
           
Kaneda- Cara, o Asfixia Social surgiu como uma necessidade, uma forma de centrar e expressar as energias, a angústia e a indignação de uma molecada que cresceu se divertindo em brincadeiras de rua, típicas de qualquer periferia ou bairro humilde de uma grande cidade no Brasil.
Eu vinha de uma frustração bem comum de moleque que vive pra jogar bola. Já o Arcenio (baixo/voz) – que era goleiro – aparentemente não se importava tanto, mas eu cresci com esse sonho, passei pelas bases de times do Brasil, cheguei até a ir pra Europa e África, mas com as dificuldades, presenciei o lado político e sujo do futebol. Isso foi o estopim para que eu voltasse pro Brasil e continuasse a escrever à sério sobre aquelas questões que me incomodavam desde pivete, quando via a injustiça até mesmo dentro de campo, onde teoricamente eram apenas onze contra onze.
Em outubro de 2007, tentei formar a banda com o Rafael “Fanfarrão”, amigo de infância meu que não tinha tempo pra nada, além de trampar. Nessa época conheci pela internet o Rômulo – guitarrista da 1ª formação – que era amigo do Yuri – baterista da 1ª formação – e que haviam acabado de conhecer o Arcenio – isso, o baixista – por indicação de outro amigo, o Davi “Kavera” (que ainda não tinha função na banda).
Os caras eram todos ali do Belenzinho, já tocavam há um tempo, e eu já tinha umas dezenas de letras e um trompete, apesar de nunca ter tocado. Nos conhecemos, tocamos um dia e deu certo, e então passamos a ensaiar todo dia na casa do Yuri, e já em novembro o Asfixia Social começou a fazer shows por onde abriam espaço com a seguinte formação: eu/voz e trompete, Arcenio/baixo, Rômulo/guitarra e Yuri/bateria.
Em fevereiro de 2008 lançamos a demo da música “A guerra tá na tua porta, não só em Bagdá!” – que acabou dando nome ao nosso primeiro álbum – e em abril, ou seja, 6 meses depois, já estávamos em um “home studio” da minha vila, em São Bernardo do Campo, gravando as 13 faixas que entraram naquele CD.
No meio disso tudo, a gente também tava fazendo o corre de grana pra poder pagar o cara do estúdio, e como ninguém tinha nada, uma amiga da mãe do Yuri indicou o Programa de Valorização a Iniciativas Culturais (VAI), da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Enviamos um projeto no último dia de inscrições.
No fim das contas, o Yuri quis sair da banda, e o projeto não havia sido aprovado. A gente foi pra casa meio desnorteado mas, pra nossa surpresa, um outro projeto foi desclassificado do VAI, e por falta de opções na região do Belém, chamaram a gente da lista de espera. Então, continuamos as gravações do “A Guerra tá na tua porta, não só em Bagdá!” e “caçamos” o “Pato” (batera do Asfixia) na internet, pra substituir o Yuri.
Nessa época, eu toquei trompete numa outra banda, que não durou mais que o primeiro show, quando eu e o percussionista “Tato” decidimos sair do grupo. Foi quando ele colou num ensaio do Asfixia Social e passamos a ser 5 integrantes: eu/voz e trompete, Arcenio/baixo, Rômulo/guitarra, Pato/bateria e Tato/percussão. Fizemos bons shows e lançamos o CD com essa que foi a segunda formação da banda. Foi muito louco porque o Pato tinha uns 15 anos, e o Tato uns 40, mas todo mundo 100% engajado no projeto.
No início de 2009 o Rômulo saiu da banda e deu lugar ao Rafael, que já não estava trampando tanto quanto antes, comparecia a todos os shows da banda, e assumiu a guitarra/voz. Foi nessa época que o Asfixia Social deu continuidade ao projeto do VAI e fez a “Turnê Asfixia Social 2009” pelas ruas da cidade, em pistas de skate e praças, tudo no esquema Do It Yourself, ao lado de grupos como Organização Jihad Racional, Agrotóxico, Invasores de Cérebros, Lobotomia, Lei di Dai e outros, já com a terceira formação: eu/voz e trompete, Arcenio/baixo, Rafael/guitarra, Pato/bateria e Tato/percussão. Foi essa mesma formação que correu atrás de organizar os mais de 10 shows, carregar caminhão, montar palco, som, iluminação, colar cartaz e “lambe-lambe” na cidade toda, etc e tal.
Neste mesmo ano a banda ganhou uma certa visibilidade, fomos para a segunda prensagem (2.000) do álbum “A Guerra tá na tua porta, não só em Bagdá!”, e dividimos o palco com BNegão & Os Seletores de Frequência e Z’África Brasil, num show animal chamado “Caçadores de Racistas”, unindo no palco o Asfixia Social e a Organização Jihad Racional.
Logo no começo de 2010, com a saída do Tato da percussão, o Kavera assumiu a “função” de percussionista, que agora existia. Aí, já sem apoio do VAI ou algo assim, passamos a compor o “Da Rua pra Rua” sem aquela pressão dos prazos corridos que tínhamos antes. Nessa mesma época, já com o Asfixia envolvido no projeto do Núcleo de HipHop Zumbi, Malcom-X, Luther King e Mandela (Zumaluma) ao lado do meu parceiro Vulto (ou Kaab, do Jihad Racional), assumi a vice-presidência da Zumaluma.
Foi um ano de extrema importância pra banda, em que conseguimos expressar musicalmente, no “Da Rua pra Rua”, tudo aquilo que o “A Guerra tá na tua porta, não só em Bagdá!” prescrevia. Ao mesmo tempo, trouxemos uma identidade forte que envolveu tanto o público rap quando o punk, que musicalmente é muito conservador. Isso se confirmou nos festivais de rap e hiphop pelos quais passamos, bem como no Punk na Páskoa de 2010 e 2011.
Ainda, é importante dizer que, além dos palcos, consolidamos a prática dos projetos do Asfixia junto ao Jihad com a Zumaluma, que hoje tem mais de 12 anos de história e grande importância não só pra comunidade do Embu das Artes, mas pra toda cena de resistência cultural e contestação. Entramos em estúdio com o apoio do Marcos (guitarrista do Agrotóxico/Olho Seco) e do Marcelo Sampaio (produtor do Moleque de Rua) em janeiro de 2011 pra gravar o “Da Rua pra Rua”, que será lançado pela RedStar Recordings (selo do Jeferson/Agrotóxico e Flicts) em julho de 2011. O álbum também estará com as músicas “Consumismo Cerebral” e “A Banca” no DVD do Punk na Páskoa 2011, que contou com a participação especial da trombonista Binx!
É um álbum mais que especial pra gente, que reflete toda a história da banda! Esperamos que agrege muita gente nessa nossa luta por uma identidade verdadeira da cultura de rua, que represente as quebradas e a periferia no seu sentido amplo e real.



Contos- Quais as principais influências da banda?

Kaneda- O refrão da “Da Rua pra Rua” diz: “o som é da rua, sem fronteira demarcada. Protesto consciente construindo a Intifada!”. Na real, as influências da banda são uma mistura de estilos, como rap, hardcore, ska, punk, metal e ragga, do Brasil e da gringa, que têm em comum temas que remetem ao ativismo do nosso povo na sociedade, sua luta pelo poder pleno contra governos opressores, pela liberdade e vida.

Contos- Fora o Asfixia Social, alguém na banda tem algum outro projeto ou banda?

Kaneda- O Kavera é percussionista de uma banda marcial ligada à cultura escocesa, chamada Brasil-Caledônia Pipe Band e vocalista do UltraViolência (metal). O Pato é professor de bateria em algumas escolas em São Paulo, assim como o Arcenio, vira e mexe toca em outros projetos e bares.




Contos- Fale um pouco sobre o projeto Zumaluma. Aproveite para comentar sobre o festival que vai rolar em julho, Resista Para Existir.

Kaneda- O Núcleo de HipHop Zumbi, Malcom-X, Luther King e Mandela (Zumaluma) foi fundado em 1998, na Favela do Inferninho, e é referência da cultura de rua para centenas de crianças e adolescentes da região do Embu das Artes. Lá, organizamos festivais, eventos de reggae, punkhc, hiphop, samba, e outras manifestações da cultura periférica, além de mais de uma dezena de cursos voltados à formação educacional e sócio-cultural da comunidade, gratuitamente.
O projeto gira em torno do mesmo ideal da banda, que é fortalecer e construir uma identidade cultural que aproxime o jovem e a comunidade de um estilo de vida próprio, a nossa própria cultura, linguagem, expressão e comprometimento com a verdade.
A Zumaluma é hoje a casa da banda e do Jihad Racional, e o Festival Resista Para Existir vai rolar no dia 23 de julho, reunindo bandas de peso e de importância para a cena hardcore punk, além de vários amigos. Durante o ano, são vários eventos, e em agosto rola o “Agosto Negro: HipHop Resistência é Existência”, por exemplo, que é a versão hiphop do festival. O intuito disto tudo é convergir todas as manifestações de resistência cultural, de diversos estilos, em um projeto social na prática, que é a Zumaluma.
A molecada precisa crescer com uma referência de postura na sociedade, para não se curvar às tendências e valores que a gente vê por aí, cada vez mais deturpados, e se envolver com o desenvolvimento de sua própria quebrada. Quem quiser chegar, fica ligado no www.zumaluma.org.




Contos- Asfixia é uma banda relativamente nova, quais as dificuldades em ser uma banda underground?

Kaneda- Na real, os obstáculos pra quem começa no underground geralmente são aqueles que praticamente não existem pra quem tem grana no bolso, pessoas que, em sua maioria, não se envolvem com esse tipo de som. É uma questão social do nosso país mesmo, e se você colocar no papel ensaio, bom instrumento, produção e gravação, acaba saindo bem caro pra rapaziada mais humilde que tá começando. Ainda, ter todos esses elementos ao mesmo tempo é tão raro quanto um eclipse, e por isso muita banda caminha em marcha lenta, ou não vai pra frente, fora que shows só começam a dar um pouquinho de retorno depois de um tempo.
No Asfixia Social ou na Zumaluma, particularmente, a gente sempre fez um corre monstro pra poder viabilizar as coisas, e até hoje é assim: passamos perreio, sacrificamos aqui pra salvar ali, e tentamos usar as poucas ferramentas que temos à disposição pra multiplicar. É preciso ser inteligente, verdadeiro com as paradas, saber onde tá pisando, ter persistência e meter a cara!




Contos- O som de vocês é muito bem feito e muito bem trabalhado com direito aos metais e tudo, você acha que tem espaço no mainstream para a banda apesar das letras de forte apelo social? Ou não existe mais lugar na mídia para bandas inovadoras e criativas?

Kaneda- Cara, acho que o som da banda reflete aquilo que a gente vive 100%. Tanto o som e as letras quanto a atitude da gente no dia-a-dia. Buscamos sempre o nosso melhor para chegar às pessoas com uma mensagem que possa fortalecer sua vontade de lutar e vencer sua correria diária. É assim conosco também, em Diadema, São Bernardo, Cangaíba, no Belenzinho, no Livieiro, no Embu das Artes ou em qualquer lugar.
Existe espaço na mídia sim, apesar de não ser uma prioridade pra banda e de sabermos que nosso comprometimento é com a verdade, e não com as tendências que os caras criam/seguem. Um veículo de comunicação, um apoio cultural ou um edital são ferramentas que podem ser utilizadas com inteligência. É burrice ficar nesse lance de gueto. O Asfixia Social vai chegar onde puder chegar, sem desvirtuar seu real propósito como representante da cultura de rua, da resistência estampada no nosso estilo de vida, periferia e na verdadeira história do nosso povo.




Contos- Pelo que pude perceber vocês são uma banda com letras bem politizadas. Como você vê a situação política no Brasil?

Kaneda- A política é reflexo do nosso povo, que vota Maluf porque quer ser Maluf, se inspira nele pra fazer merda no dia-a-dia. Além disso, somos outros milhões de ignorantes, tipo Tiririca, que ri da própria desgraça, que rouba pouquinho e acha que não pega nada, que se esconde atrás da mentira e se acovarda.
É preciso que as pessoas de bem ocupem os espaços na sociedade e que não deixem que aparelhos públicos se tornem aparelhos de tal partido ou patota política. Devemos tomar a frente da construção do conhecimento na nossa quebrada, porque ninguém sabe melhor da realidade do que nós que vivemos a realidade.
Muita gente tem preguiça de começar a fazer isso, mas quando começa, não pára, porque vê que é isso que dá sentido à vida. Vê que o fim do mundo só existirá pros que acreditaram no fim do mundo.




Contos- Vocês já dividiram palco com várias bandas fodonas, qual o show mais animal que vocês já fizeram?

Kaneda- Acho que o show mais visceral foi quando fizemos o lançamento da turnê Asfixia Social 2009, no CCPC da Consolação. Outros shows que marcaram foram o “Caçadores de Racistas” (2009), com o Jihad Racional e o Z’África Brasil, e este último, do Punk na Páskoa 2011, em que a galera não sabia como reagir. Foi foda!




Contos- Quais os planos da banda para o segundo semestre de 2011?

Kaneda- Em julho lançamos o “Da Rua pra Rua”. Até o fim do ano, saem uns 3 clipes da banda. Serão poucos os shows, e algumas surpresas virão...




Contos- Pra quem quiser conhecer mais sobre a banda, ouvir os sons e entrar em contato, como faz?

Kaneda- O site oficial da banda é www.asfixiasocial.com.br, que contém nossa história até o começo de 2010. O novo site tá pra entrar no ar, no mesmo endereço, com o lançamento do nosso novo álbum “Da Rua pra Rua”, em julho, pela www.RedStar77.com!
O e-mail da banda é asfixiasocial@asfixiasocial.com.br. O contato da produtora dos nossos shows é www.glockcultural.com.br. O site da Zumaluma é www.zumaluma.org.




Contos- Kaneda, valeu mesmo meu brother e pode mandar seu recado ae cara!

Kaneda- Firmão meu mano, nós é que agradecemos pela oportunidade. Agradeço, desde já, a todos que terão a paciência de ler até o final e a todos que tão pra somar com a gente nessa caminhada. Nos vemos nos shows e na Zumaluma, firmeza total! Paz.

terça-feira, 7 de junho de 2011

ENTREVISTA COM ADILSON CHIERI JR., O ADILSÃO !

Adilson Chieri Jr., conhecido nos tatames como Adilsão. Lutador de Judô e de Jiu-Jitsu, o cara vem conquistando cada vez mais títulos e mais espaço!
Confiram a entrevista abaixo que vale muito a pena, o cara é um exemplo para qualquer atleta!

E..... NÃO DEIXE DE CONFERIR AS FOTOS LOGO APÓS A ENTREVISTA!



Contos- Adilsão, primeiramente obrigado pela oportunidade. Comece contando quando e como as artes marciais entraram na sua vida? Antes do Jiu-Jitsu você já praticava judô também, não é isso? 

Adilsão- Eu que agradeço a chance de contar um pouco da minha trajetória. Comecei no judô com três anos com meu pai sensei Chieri, antes disso já ia pra academia ficar correndo e brincando, rs. Treinei até os 18 anos e depois tive que dar uma parada, pois comecei a estudar e trabalhar, quando voltei fui treinar jiu-jitsu e me apaixonei pelo esporte.


Contos- Agora além de você ser faixa marrom de judô você também pegou sua faixa marrom de Jiu. E agora qual o próximo passo? Você pretende pegar a preta de judô também?

Adilsão- Sim pretendo pegar a preta de judô no final do ano, dou aulas e acho importante para mim.


Contos- Você já disputou tudo quanto é campeonato em tudo quanto é canto da cidade e do país, dá pra citar alguns títulos mais importantes que você já conquistou?

Adilsão- Bom em 2008 fui campeão brasileiro individual e por equipes, já fui campeão paulista com e sem kimono, fui três vezes campeão absoluto do campeonato internacional e campeão do world cup, esses os mais importantes.


Contos- Estamos quase no fim do primeiro semestre. Quais os planos para o segundo semestre de 2011?

Adilsão- Quero manter meu ritmo de competições  e colocar meus alunos para lutar, quero formar muitos campeões.


Contos- Fora Jiu-Jitsu e Judô que esportes mais você pratica?

Adilsão- Gosto muito de surfar aos finais de semana, apesar de que com a correria faz tempo que não desço, mas se tratando de esporte pra tudo que for chamado to dentro.


Contos- O que passa pela sua cabeça na hora da competição, quando você está frente a frente com seu oponente?

Adilsão- Quero sempre mostrar meu melhor, fazer uma boa luta, e ser leal com meu oponente. Penso o quanto sofri nos treinos e na hora da luta é a diversão.


Contos- Qual a sua opinião sobre pessoas que aprendem algum tipo de luta ou arte marcial para sair fazendo maldade por ae, batendo em pessoas indefesas, brigando nas ruas e em baladas?

Adilsão- Essa pessoa é fraca, não se deve bater em leigos, quer se provar entre numa competição, vai brigar com quem sabe. Bater em leigo é muito fácil, quero ver é entrar num campeonato e cair pra dentro.


Contos- Trilha sonora perfeita para pilhar você antes de uma luta?

Adilsão- Cara em minha opinião a banda que mais combina com o jiu-jitsu é o cypress hill.


Contos- O próximo post será em sua homenagem, Cypress Hill. Pra você, o que falta para Jiu-Jitsu se tornar um esporte olímpico?

Adilsão- Falta organização, fazer o mundial em varias cidades do mundo e não só na Califórnia como é hoje em dia, hoje os atletas tops pagam para lutar o mundial e o publico assisti o espetáculo de graça.


Contos- Lutas oferecem riscos para seus praticantes, eu sou prova viva disso, quais as lesões mais frequentes? E as orelhas, muitas pessoas tem medo de treinar Jiu com receio de deformá-las, é possível treinar sem arregaçar as orelhas?

Adilsão- As lesões mais comuns no jiu são nas articulações, joelho e ombro principalmente. Quanto as orelhas que tem a cartilagem mais mole fica mais susceptível a estourá-las, mas quem não quiser tem protetores que funcionam muito bem.


Contos- Mas o Jiu oferece muitos benefícios também não é?

Adilsão- Sim, além da defesa pessoal o jiu aumenta o alto estima, trabalha força, flexibilidade e cárdio vascular, alem da parte social, quando trabalhada por bons professores torna a pessoa melhor frente à sociedade.


Contos- Qual o conselho que você pra galera que quer comecer a fazer algum tpo de luta?

Adilsão- Deixe seu orgulho fora da academia, tenha paciência, no começo todos ficam perdido, temos que ter paciência para perseverar.


Contos- Adilsão, que quiser entrar em contato com você pra trocar uma idéia, te patrocinar, ser seu aluno ou te desafiar pra um rola como faz?

Adilsão- Pode me ligar na academia 5514 0251/5814-8247 no meu cel. 80910785 ou por email adirsera_jj@hotmail.com.


Contos- Adilsão muito obrigado novamente e o espaço é seu brother, pode mandar seu recado.
Adilsão- Um abraço para todos e paz é que interessa galera.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Entrevista com Leonard Akira


Imagina que você está passeando tranquilo passeando pela rua e de repente passa um cara saltando muros e pulando viadutos igual um doido.
Pois é... é isso que o nosso amigo Leonard faz!
Ele é um praticaticante de Parkour... e você deve estar se perguntando "Parkour? Mas que porra é essa?".
Parkour é uma atividade cujo princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano.

Confira abaixo a entrevista feita com esse maluco.
(Não deixe de conferir as fotos abaixo da entrevista).



Contos- Leonard, obrigado pela entrevista. Fale um pouco sobre você e como o parkour entrou na sua vida.

Leonard: Então me chamo Leonard Ribeiro Jacinto e sou conhecido no Parkour como Akira. Todos meus amigos me chamam de Akira e a galera mais próxima me chama de Léo ou Leonard. Pratico Parkour há 7 anos e tenho orgulho de ser um dos maiores divulgares da prática no Brasil. Comecei sozinho vendo vídeos na internet e imitando-os, com o tempo aprendi bem as técnicas e criei meu próprio método de ensino que me ajudou a evoluir e ajuda todos meus alunos também.




Contos- Você também é instrutor né? A quanto tempo da aulas? Qualquer um pode praticar e aprender?

Leonard: Sim, sou instrutor e considero que dou aula mesmo, com qualidade há 4 anos, mas desde o momento que comecei a aprender parkour já ensinava as técnicas que eu aprendia para pessoas interessadas.
Eu não vou dizer que qualquer um pode praticar parkour, a prática é limitada a pessoas sem problemas cárdiacos ou respiratórios, pois existe um risco grande desta pessoa com esses problemas ter um baque forte no treino. Mas tirando esses casos a prática pode ser indicada para qualquer pessoa que tenha vontade e coragem de se aventurar em um esporte que exige muito controle, força, disciplina e ética.





Contos- Quais são os riscos e os benefícios de se praticar o parkour?

Leonard: Cara, os riscos são enormes se a pessoa treinar sem supervisão ou se a mesma quiser ter uma prática muito radical. Todos precisam começar de baixo, fortalecendo o corpo e a mente para aguentar o impacto da prática verdadeira do parkour, hoje em dia tem muita gente querendo saltar muito alto e voar muito longe isso sem ter técnica nem força para isso, esta prática é perigosa e acaba machucando estes novos praticantes que apenas se inspiram na radicalidade dos vídeos que eles assistem e copiam. 

Os benefícios da prática são imensos mas isso também depende do tipo de treino que a pessoa faz, no meu curso a galera segue uma linha brava de treinamento onde eles aprendem a ter disciplina e auto-controle, desta forma todos conseguem se fortalecer e dominar o medo de novos saltos e novos movimentos. A prática do parkour embrutece, deixa a pessoa com os musculos rigidos e preparados para o impacto. Existe também uma melhora visível na concentração e percepção dos praticantes que conseguem pensar mais rápido e conseguir calcular melhor a força e a distância de cada salto, como eu disse os benefícios são imensos e é dificil numerar todos aqui, mas o que a maioria procura nas minhas aulas é aumento de massa muscular e perda de peso, e com meu método todos conseguem sentir uma grande diferença em 3 meses de treino.





Contos- Você foi o primeiro cara a criar um site sobre o Parkour no Brasil, é isso mesmo?

Leonard: Sim sou criador do primeiro site de Parkour do Brasil. Também sou o primeiro instrutor de parkour do Brasil e fui o primeiro praticante a ser 100% patrocinado no país.
 É bom quando você é o primeiro em algumas coisas porque você consegue ajudar novos praticantes a conquistarem um espaço nesse emaranhado de sites de parkour onde ainda existe uma panelinha onde somente amigos se linkam e etc.
Meu site só existe hoje graças ao blog que criei em 2004 falando exclusivamente sobre parkour, após isso as visitas foram crescendo e a busca por informação e conteúdo também cresceu fazendo com que criassemos o portal parkourbrazil.com onde compartilhamos todo tipo de informação e opinião para praticantes e curiosos que queiram saber mais sobre parkour.





Contos- Você já se machucou feio graças ao parkour alguma vez?

Leonard: Cara eu sempre fui gordinho quando adolescente e só perdi um pouco de peso quando comecei no parkour, mas no começo eu treinava mesmo sendo pesado e gordinho e por causa disso eu sempre tive os tornozelos zuados e vivia torcendo eles. Hoje em dia com o treinamento que tenho consegui me fortalecer mais e não me machuco mais. Quebrar ossos e deslocar algum membro é algo que nunca conheci, tenho sorte de ter uma prática leve e pouco radical o que mantém a minha integridade física sempre a salvo.




Contos- Quem são as pessoas que praticam esse esporte?

Leonard: Por eu ter o primeiro curso de parkour do Brasil posso afirmar que não existe um publico específico, tenho alunos pequenos com média de 12 anos de idade. Também tenho alunos com 45 anos de idade. O público que procura meu curso são pessoas que não querem ficar presas a uma academia quentinha e confortável e querem um treino digno de um guerreiro (a) que tenha desafios e que traga resultados rápidos mas sem lesionar o corpo.




Contos- Que tipo de som você gosta de ouvir quando está praticando o parkour?

Leonard: Eu sou muito velha guarda nesse assunto. Dificilmente eu ouço música enquanto pratico, já acostumei com o barulho da cidade então essa é a música do meu treino: buzina, fofocas, gritos, vento e mais buzinas. Mas geralmente quando consigo treinar sozinho e vou ouvir algo eu sou muito electro, rock e dance. São os sons que me animam mais! 




Contos- O parkour pode ser considerado um esporte radical?

Leonard: O parkour não é radical, é uma atividade que deve ser feita com calma com controle e respeito as limitações do corpo e da mente. Infelizmente hoje em dia muitas pessoas estão tornando a prática radical demais muito enfeitada com giros e acrobacias e isso não é parkour. Parkour é treinar o seu corpo para estar preparado para situações de risco onde você precise se ajudar ou ajudar alguém. Pena que muitos praticantes novos não entendam isso.




Contos- Leonard, muito obrigado pela entrevista, e o espaço é seu para mandar o seu recado!

Leonard: Quero agradecer a oportunidade de dar essa entrevista para a Contos do Underground. Esse espaço que vocês liberam para a galera é muito legal e fico feliz de vir falar um pouco sobre mim e sobre o Parkour aqui com vocês. Aproveito tambem para pedir para as pessoas que quiserem que entrem na minha comunidade do orkut. Basta procurarem por:  Parkour Underground.

Obrigado e sorte a todos! Flow!  


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Pra quem quiser entrar em contato com o Leonard ae vai:

Parkour Brazil Team  Leonard Akira Ribeiro

Administrador, Instrutor e Coordenador.

Workshop, Apresentações, Eventos e Mídia
Email:  akira@parkourbrazil.com
Fone: (+55 11) 8140-0942
Site:
  http://www.parkourbrazil.com/

Curso de Parkour: http://www.lepartanos.com
Portfolio: http://www.lepartanos.com/2009/03/conheca-nosso-grupo-projetos.html

FOTOS DE LEONARD AKIRA ARREGAÇANDO NO PARKOUR



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Baba de Sheeva- Legalize Crossover


Essa ae é a versão crossover/ thrash do Planet Hemp.
Baba de Sheeva é uma banda de Crossover goiana [lá da terrinha heim gata...] que faz um som foda com letras Bob Marley.

Baba de Sheeva - 01 - Beber Again
Baba de Sheeva - 02 -  Excumungados do Paraíso
Baba de Sheeva - 03 - Preciso do Álcool
Baba de Sheeva - 04 - Baba de Sheeva
Baba de Sheeva - 05 - Girando Hard Core
Baba de Sheeva - 06 - Sexo é Bom
Baba de Sheeva - 07 - Não acredito na Bíblia

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

VERDURADA DE JUNHO 05/06/2011



O inverno está chegando e com ele vem a segunda Verdurada do ano, com
a promessa de unir como nunca os pioneiros do hardcore brasileiro à jovem
guarda da cena.
Representando a ala dos veteranos, temos a honra de apresentar a
dobradinha oitentista Cólera e Periferia S.A., relançando o clássico split
LP "Cólera x Ratos de Porão Ao Vivo", num verdadeiro remake do show de
1985 que deu origem ao disco.
A ala jovem, por sua vez, contará com os baluartes do hardcore old school
paulistano, Positive Youth e duas das mais bandas comentadas dos tempos
recentes, Ralph Macchio e Pushmongos.
A palestra/debate também terá um tema que não poderia ser mais atual:
o ativista e engenheiro Lúcio Gregori, 74, vai nos falar um pouco sobre as
recentes mobilizações acontecidas em São Paulo contra o aumento abusivo
das passagens de ônibus.


Quando? Domingo – 05/06/2011 – das 16h às 22h
Onde?Rua Nestor Pestana 189, CentroA uma quadra da Praça Roosevelt – entre Rua Augusta e Consolação – 5
minutos a pé dos metrôs República e Anhangabaú.

Quanto? R$10
- Jantar VEGetariANO grátis e venda de material independente.
- Por favor, sem cigarros e sem álcool.
Contatos com a imprensa: Favor mandar um e-mail para André Mesquita:xdedex@hotmail.com.

SOBRE OS INGRESSOS
São Paulo (Capital):
Os ingressos estão à venda nos seguintes locais:

Vegan Pride: Rua 24 de Maio, 62 - Loja 446 (Galeria do Rock).
The Records – Rua Barão de Itapetininga, 37, loja 43 - rua alta (Galeria
Nova Barão).
Outras Cidades e Estados:
Envie um e-mail para verdurada@riseup.net (não faça pedidos através do
site da Verdurada, Orkut ou MySpace), informando nome completo, RG,
cidade/estado. A retirada do ingresso será no dia do show. Os ingressos não
retirados serão vendidos na portaria.


BANQUINHAS
Devido ao fato da Verdurada ter um público em número crescente, somente
os selos, coletivos ou pessoas que recebem o e-mail convite diretamente
do Coletivo Verdurada podem montar banquinhas no evento. Se você
tem interesse em divulgar material faça-você-mesmo mande um e-mail:
verdurada@riseup.net

Lembrando que as bandas que tocam no dia têm seu espaço para banquinha
garantido.


O QUE MAIS?
1- Por favor, sem álcool, drogas ou cigarro dentro do local do evento.
2- Nada de alimentos que contenham produtos de origem animal.
3- Banquinhas de livros, cds, fanzines e material independente e divergente
a preços populares, mesmo!

4- Venda de comida vegetariana, desde hambúrgueres, coxinhas, kibes, até
bolos, tortas, bombons.

5- Os shows acabarão antes das onze e meia da noite, para que os
espectadores possam se valer do sistema público de transporte.

6- Todo o dinheiro arrecadado com os ingressos será utilizado para pagar
as despesas com o evento (transporte das bandas, locação do espaço,
divulgação, locação da aparelhagem de som e luz).

7- Uma parte do dinheiro dos ingressos será utilizada em campanhas
públicas de assuntos ligados aos interesses do Coletivo Verdurada, como
vegetarianismo ético, práticas de democracia direta, questões políticas e
sociais.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Nossa Escolha - Demo (2010)


Realese retirado do site dos caras
A banda Nossa Escolha surgiu como projeto no ano de 2009 com a proposta de fazer um som baseado nos velhos moldes da escola hardcore/punk estadosunidense, tendo como referências bandas como Minor Threat, 7 Seconds e Gorilla Biscuits.

Consolidou-se como banda apenas no começo de 2010 com a seguinte formação: Negrete (guitarra e voz), Rômulo (bateria), Felipex (voz) e JP (baixo).

Ouça e conheça mais em: myspace.com/hcnossaescolha

Contato:
nossaescolha@yahoo.com.br


01 - A Escolha
02 - Mais uma Chance
03 - Assuma seus Erros
04 - Radicalismo Impulsivo
05 - Não vou te Desculpar
06 - A Indústria (Bonus)

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Alarme - 2006 - Walk Together, Thrash Together ''EP''


Uma das melhores bandas de Thrash Core do Brasil, Alarme vem de Barra Mansa, Rio de Janeiro.
Tive a honra de ver os cariocas arregaçarem tudo na Verdurada!
Influênciados por bandas de hardcore/thrash core japonesas, inglesas e é claro brasileiras.

01 - Se Arrepender
02 - Resistência Unificada
03 - O Que Você Aprendeu
04 - Produzir
05 - Cães de Guerra
06 - O Tempo Passa... Quem é Você
07 - Invisíveis
08 - Don't Need (Deep Wound)

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Pushmongos - Demo 2010


Ae galera a verdurada ta chegando, eu já estou com meu ingresso em mãos e uma das bandas que vai tocar no festival é  Pushmongos.
Som muito foda e vocal feminino!
xxxPUNK ROCK STRAIGHT EDGE DISTORCIDO AGRESSIVO MALOQUEIROxxx
Contém cover do Ther Germs!


1 - funis the manner
2 - CheapThrills
3 - No Turning Back
4 - Good Job
5 - Spiritual Bullshit
6 - Masonic Zombies and the New Order Attack
7 - Dead Brains
8 - What we do is secret (Germs)


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Xico Xavier - Demo


Você que é um bairrista de merda ou ainda um regionalista de merda e acha que só na sua cidade poluída e da região Sudeste de merda tem bandas boas, você se enganou seu merda!
Xico Xavier é uma banda de POWER VIOLENCE de Recife-PE.
Os caras vem com a proposta de deixar os espíritos putrefatos com suas anti-melodias, som rápido e sujo!
Geralmente nego relaciona power violence a uma música tosca, barulhenta e... mal feita... No caso do Xico Xavier o lance é diferente, a música é rápida, barulhenta e extremamente bem feita!
Quer expurgar os espíritos safados que habitam seu ser? Tá com a pomba gira e o guaxumão no corpo? Mano.. da-lhe Xico Xavier nessa porra!
Após ouvir seu CD do Padre Marcelo e do Padre Fábio de Melo, não deixe de ouvir XICO XAVIER.


01 Quebrar suas pernas
02 Novamente Perigosos
03 Fazer você sentir
04 Fruto da dor
05 Quando a espada corta a mão de quem tem punho
06 A supremacia norte-americana
07 Metal (A única saída do cidadão médio é a sua própria prisão)
08 Poesia (E meu sorriso)
09 De nada adiantará
10 Ainda que lute sem armas
11 Limites nunca existirão!
12 Suicide
13 A relação entre seus shows e a mesada de crianças
14 Rotina de um trabalhador assalariado
15 Apenas uma escolha que destrói uma sequência de acertos
16 Operários da esmola
17 Muito prazer


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